Dói. E como dói. Ao menos da primeira vez, me disse Otto, após o primeiro show que se vai sem objetivos, o primeiro vulto que se cruza na multidão, o primeiro sorriso que se troca durante as dores no peito.
Tudo, em verdade, é um reinício, ainda que com novos personagens. As dores serão as mesmas, e as estórias serão semelhantes. Por vezes a mesma pilastra e o mesmo bar; em outras, outros bares, mas o mesmo sabor. A questão, de forma simplificada, é aceitar que tudo se assemelhe. Vale o risco?
Ainda que a vida lhe dê oportunidades, preferível esperar os diferenciais em cada olhar, em cada pilar, em cada música. Por mais que no fim da noite o DJ tente tocar Killers e te relembrar que, no fim, tudo será o que sempre foi: apenas um momento. At least I’ll try and run, and run tonight.
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