O sol está se pondo e não estou de costas pra ele. Normalmente passo o dia com o nariz apontado pro lado onde ele nasce por me ser mais agradável a sua criação que seu desaparecimento.
Mas aos domingos a vida não segue um rumo normal. O horário pra levantar está alterado. O relógio biológico desatende à média dos dias normais. O café da manhã não acompanha o cheiro matinal da padaria, e por vezes se funde ao almoço. A tarde passa malemolente enquanto a cabeça já sente que descansou demais.
E nesse descanso, e nesse vazio, os pensamentos se reencontram, se reformam e se orientam. E se perdem olhando o fim do sol, o fim do dia, o fim. Mas na segunda, tudo renasce.
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