Bateu aquela má impressão pela manhã. Estarei eu certo ou errado? A princípio, já começo mal. Minha mania de topificar meus temas com frases bestas em “inglês” já dignifica o adjetivo. Inglês fraco, diga-se. Olho pro alto ainda com os olhos cerrados pela enorme quantidade de gosma que grudam meus cílios, e visualizo entre pontos amarelos e luzes a realeza de uma pessoa. O problema é a sua exclusividade no trono.
Comandar uma nação que em um rude vermelho sobrevive não é das mais simples tarefas. Compromete-se. Porém, por vezes é necessária a subversão de seus servientes. E nesse momento aquela impressão volta. E, se não fica clara aos olhos alheios, marca-se como tatuagem pelo corpo. E, quando sua cicatrização é plena, ou quando a imagem fixada nada mais é do que adesivos do chicletes PLOC, ainda fica na lembrança o dia-a-dia, os fatos e desconcertos que isso implica.
– Cara, vai dormir. Você não funciona quando acorda muito cedo.
– É, eu sei. Vai que eu me entrego?
E, naquela idiotice que me assola há tempos: bad day ou bed day?
* ao som de The Who – Live at Leeds
(20/06/2006)
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