Yellow

“Eu estou tão bem assim. Não tenho que me preocupar com nada, não tenho que dar satisfações, não preciso mais mentir nem esconder o que eu faço. Tudo tão aberto, tão claro. É lógico que às vezes faz falta, mas eu sou feliz comigo mesma. Auto-suficiente. Completa em mim”. Essa era a sua retórica. A simbologia perfeita para a monotonia que a vida de solteira impôs em sua vida. Ela ainda precisa de alguém, e sabe disso. Mas tantos tropeços acabaram por colocá-la em defesa, afirmando ser feliz assim, sozinha. E sem mais ninguém para dividir a cama no final de semana, e contar as estórias do passado, e escrever a história do futuro.


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