Por vezes há a espontaneidade do momento. Aquele ato que, mesmo falho, se dá por perfeito em suas vontades, em seu orgulho. Há, e como não haveria, os atos complexos, que mesmo quando perfeitos, deixam em si questões em aberto. E há as aberrações. Prazer.
Então, descendo o sangue da cabeça, os pontos começam a ser colocados. Dúvidas, divagações, devaneios. De nada adianta. São detalhes. Determinam, no máximo, a diferença entre focinho de porco e tomada.
Enfim, os pontos foram postos. E a velha história do carpe diem ainda prevalece. E, pra quem se valha da verdade, que seja dita: o momento é mais importante que o pensamento. De que vale querer adivinhar as coisas que estão na nossa frente?
Muda, que eu mudo junto. Foge, que eu fujo junto. Suma, que eu sumo junto. A gente não vai saber se os caminhos serão paralelos ou cruzados; se sobrepostos ou opostos. Mas, ao fim, no mínimo os sorrisos vão continuar a se cumprimentar. E o tempo vai deixar com que a união persista do modo que ela deverá existir.
As vezes, algumas músicas dizem o oposto do que acontece. Noutras, encontramos a plena redação daquilo que queríamos dizer. Essa tem dos dois:
O Rock Acabou – de Moptop
Está tudo bem acho que sempre foi assim
Nada pra sentir espero outro dia vir
Eu quero te ligar eu quero algo pra beber
Algo pra encher algo que me faça acreditar
Sempre ausente me faz sorrir
Sempre distante dorme aqui
Enquanto você se produz
Eu vejo o que não vê
Crescer para que?
Ser e esquecer
Eu corro contra a luz
Eu fujo sem entender
Vencer para quem?
Ser e esquecer
O rock acabou melhor ligar sua TV
Ela nunca está ela nunca vai entender
Gosto da sua saia assim vem deitar perto de mim
Verdade eu não me importo quero um amor que não sei mais sentir
*ao som de Regra Qu4tro – Pega Pit bull
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