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Fala-se com perguntas, normalmente. Mas ocasionalmente me vejo com a resposta dada, mas em busca de encontrar a pergunta correta. Tenho “sins” e “nãos” aos bandos correndo pela minha mente. Encaixam-se em algumas perguntas, fogem de outras. Iniciam algumas frases que necessitam de explicação maior, ou respondem secamente, sendo seu próprio fundamento. Hoje, contudo, tenho apenas uma conjugação do verbo “querer” como resposta. Seguida do pronome “te”.

A resposta ecoa fortemente na minha cabeça, mas minha fuga iniciou-se em outubro de 2004. Fugi, me escondi, recolhi minhas verdades para fazê-las terem valor. E agora cá estou. A resposta antiga, já obesa e velha, agora tem novo formato, nova personificação. Rejuvenesceu, ainda não crescida, e traz-me os sonhos dos 15, os shows dos 17, as bandas dos 20. E o pronome mal bate na casa dos 20, ou do 1,60.

Porém, ainda sou o meu oposto. Tenho a resposta e sua fisionomia. Tenho um prazo de validade vencido e pormenores que se encontram maiores que o regramento social. E maiores que se encontram menores que a média nacional. Ainda me resta encontrar a pergunta que se encaixe no meu texto. Mas creio que me encaminharam essa tarde.


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