Ego’s Junkie

Não sei o que lhe apetece. É algo necessário para a própria satisfação. O famoso autoprazer, vulgarmente conhecido, quando da conotação sexual, por punheta. Mas não é esse o termo correto. Ou é. Afinal, é tamanho o prazer que tem ao se auto-proclamar que pode muito bem substituir os prazeres da carne por adjetivos em frente ao espelho. Além de uma ótima calça jeans, um pote de gel e um tubo de mousse para pentear. E um concurso de camiseta molhada para mostrar o corpinho.

É interessante isso ser intrínseco a um seleto grupo de pessoas. E normalmente os sintomas aparecem ainda quando pequenos – e normalmente se vangloriam por diminutos atos, e por toda uma vida tendem a continuar assim, pequenos, ou decrescer. E então abrem ao mundo suas “conquistas”, aquelas que, para quem tem noção de grandeza, e não mania, é considerado como o primeiro passo da escalada, muito longe do cume.

Por vezes, pessoas dessa seleção natural acabam por atrapalhar minutos de sua vida – ou a vida toda, se você também é um “ego-man“. Mas de que adianta discutir futilidades, se o meu maior prazer é ser ímpar? Desculpas a quem se abala, mas a verdade são os fatos, e não as palavras. Um degrau que me fazem descer nada mais é do que um empurrão para chegar ao próximo andar. E ainda assim não me tiram o sorriso da cara – só me faz rir ainda mais da desgraça alheia.


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