A vida é uma passagem. É um conto.
Tudo, em verdade, são ciclos. Você come, você bebe, você expele. Isso é sempre. E a vida é o ato contínuo de expelir, comer e beber. São fases de um cotidiano.
Faço o cálculo. O que vivo hoje nada mais é do que o retrato do que se passou. A diferença é que dessa vez o hugo apareceu. E esse é o que mudou a história.
Comi e bebi no mesmo RU por cinco anos. Dias que gostava e outros nem tanto. A companhia era boa, o que facilitou a minha alimentação. Mas tudo tem um fim. E faz um ano e meio. Um ano e meio pra expelir, para implodir. E lá veio o mesmo EU de antes. Sem noção, sem tensão, sem ambição… nem tanto. Tenho agora uma ambição. Felicidade. Até mesmo aquela cantada pelo Tom e escrita pelo Vinicius: “A felicidade do pobre parece / A grande ilusão do carnaval / A gente trabalha o ano inteiro / Por um momento de sonho / Pra fazer a fantasia / De rei ou de pirata ou jardineira / Pra tudo se acabar na quarta-feira.” Afinal, já diz o refrão: “Tristeza não tem fim / Felicidade sim.”
A distinção que faz o hugo é latente. Ele mostra o exagero que você cometeu. Onde foram os erros. E o que você pode fazer para consertar. E agora, a cagada já está dada.
Retorno pois ao velho hábito de comer e beber. Mais uns quatro anos de RU, em novo restaurante, com outras companhias. Mas ao menos com um objetivo, algo que não havia no RU anterior, muito devido à infantilidade, e muito mais devido à pressão externa. Em 2009 eu estarei de volta, em nova versão: FELIZ.
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