em mutação.

Mais uma festa para acompanhar. Sozinho, ninguém pra ir junto, o negócio foi me jogar. Vai que vai!

Cheguei assobiando “Twisted Nerve“, de Bernard Herrmann, feliz da vida por mais uma noite sem nenhum compromisso com ninguém (que mentira…). Entrei na casa, o cheiro de carvão com gordura se espalhando. Tomei meu lugar ao lado da distribuidora de cervejas e lá fiquei, até quando não agüentasse mais. No máximo eu me virava para pegar um pedaço de carne, jogar uma rodada de cartas ou enviar a garrafa vazia ao lixo.

Foi uma noite feliz. Cheguei em casa sem lembrar de fechar o carro, esquecendo-o ligado, e com meia em um pé só, e cantando para me lembrar dos dias que eu não saia sozinho: “Vá embora antes que eu chore… tenho frio. Vou trancar-me para nunca mais abrir. Pro calor dos nossos sonhos não fugir”.


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