Não vou pagar de cronista. Sou crônico na preguiça, no descaso comigo e na dança do procrastination. Essa é minha melhor alegoria num carnaval que vivo o ano inteiro enquanto não encontro a saída para o mundo adulto.

Aqui vale uma ressalva: mundo adulto eu chamo aquele em que a conta não está no vermelho, que você não precisa se preocupar se no mês seguinte vai ter que pedir empréstimo pros pais para dar conta da escola do filho ou da pensão da ex, o que é muito diferente do fato de ter passado dos vinte e tantos anos, ter conseguido um diploma, um emprego, a primeira demissão, a segunda, a terceira…

O que mais interessa é começar uma nova fase, uma adolescência beta, um experimento que lanço para tentar me demorar mais um pouquinho por aqui. Descrever o dia a dia, as balelas cotidianas, e quem sabe nesse meio tempo arranjar um jeito de pagar a pensão antes que algum dos colegas que se formaram comigo se tornem juízes e me mandem preso.


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