Disse ‘oi’ e ouviu um ‘olá’ e um sorriso respondido com outro somado a um olhar penetrante e invasivo que invocava a aproximação dos lábios, um beijo revestido de emoções que perduraram noite a dentro e dias a fora, e almoços e jantares e cafés da manhã, e conversas e sorrisos e olhares, conversas curtas em hall e intimações ao pé do ouvido, aceites e discordâncias, viagens, insônias e doenças, um ‘olá’ que resultou em meses de sorriso e outros de marasmo, de aceitação e de resignação, dias em que o soriso foi deixado de lado, e um novo ‘oi’, com um novo ‘olá’, um sorriso amarelo respondido por um olhar descrente, lábios se tocando sem paixão, novo hall, nova curta conversa e nova forma de se colocar no mundo, encerrando um ciclo onde ainda que sorrisos possam ser trocados, a verdade nem sempre estará estampada no rosto, mas ficará guardada no peito, na lembraça, e na ausência de um ponto final entre seus parágrafos, deixando tudo transcorrer de forma rápida demais, transformando cada respiro num suspiro.
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| Quem vai ficar com ele? The Blues Are Still Blue |

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