leitura labial

Estava eu, em meu momento de almoço, lendo charles bukowski (numa fria – L&PM, 1993). o alemão cunhou uma conceituação de amor para lá de afortunada em um de seus contos (braçadas para o meio do nada), no meio de uma conversa entre os personagens tony e meg, ele tentando convencê-la que sexo sem amor é válido. vai lá, me diz se não é perfeita?

(Tony) – O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz a gente se sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.
“(Meg) – Tudo bem, então devemos fazer o melhor possível.
“(Tony) – Certo. Mas mesmo assim devemos entender que o amor é só o resultado de um encontro casual. A maioria das pessoas só explora isso demais. Nessa base, uma boa foda não é de se desprezar inteiramente.
“(Meg) – Mas também é o resultado de um encontro casual”

pois então… o amor é o resultado de um encontro casual. e por esses dias esse encontrou faz ou fez aniversário. mas não explico isso. não vem ao caso. é do acaso.


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