Creio que todos saibam. Quando caio de amores, não fico de quatro, como muitos – aqueles que se submetem aos prelúdios das moças. Não, não. Fico e foco. Mas, principalmente, ruborizo. Ruborizo-me a ponto de calar e perder as palavras, um ponto onde as palavras e o silêncio em nada diferem – nenhum deles conseguirá explicar o que se passa.
Hoje, por uns 30 minutos, ocorreu-me isso. Apaixonei-me pela simpática garota que dançava em minha frente. Alocada no mesmo lugar onde iniciou meu último belo romance. Talvez esse seja um motivo secundário. Mas não a encontrei no orkut como esperava – afinal, orkut virou uma lista telefônica com fotos e informações psicológicas e psicóticas. Mas espero, ainda assim, encontrá-la dia desses, qualquer quinta ou sábado, em locais que eu sei ser possível avistá-la. Lá estarei eu, Pois a paixão aparece poucas vezes na vida. O desejo, várias. E graças ao acaso, a distância entre ambos é mínima. Será esse o caso do desejo ou da paixão?
Tenho um nome, um local, e um coração para doar-te. Quer?
Deixe um comentário