Começa amanhã uma nova fase. O dia vai acordar gelado, assim como tantos outros. Não vou ver pássaros cantando logo cedo e nem mesmo vou poder sorrir olhando para o travesseiro vazio ao lado. Vou acordar num dia comum como tantos outros nesse inverno curitibano que chega no outono, dando esperança de neve enquanto se sabe que, em verdade, é o clima mudando de época apenas. Mas há uma diferença: um novo começo.
Amanhã, pela manhã, enquanto o sol tenta esquentar o motor do carro, fazê-lo render um pouco mais que sua inigualável potência abaixo dos 60 cavalinhos de força, enquanto eu lavo o rosto no chuveiro, tomo meu café com leite e tento não comer meu pão com nutela, com requeijão, queijo e salame, estarei saindo mais cedo, indo pra longe da minha casa, me preparando para almoçar num local que não conheço e com pessoas com quem troquei poucas frases.
Vou acordar amanhã. E dar mais um passo para o futuro que eu não conheço. Mas que escolhi.
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