O cheiro empaca meu sono, e seu peso amortece meus membros. Involuntariamente ainda sinto seu colo junto ao meu, e seu jeito de olhar enquanto sacoleja. Lá vai ela descendo a ladeira, enquanto sobe o samba junto à escola, e a música invade pela rádio comunitária.
E aos quarenta e cinco do segundo tempo, eu saio de cena e a deixo, sorrindo, após mais um jogo de olhares com placares elásticos.
(15/11/2006)
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