Difícil escolher numa hora dessas. Se de um lado tenho a felicidade deste momento, do outro eu tenho a incerteza de que isso irá durar. “Você acredita que isso pode durar pra sempre?” me perguntaram certa vez. E eu não soube responder.
Ora, além de toda a escuridão, o que mais eu tenho adiante? Não sei o que vai ser, quem vai vir, quem partirá, se haverá reencontros ou desencontros. Não posso dizer que a garota que amava aos 16, 17 anos será pra sempre um mito intocável, ou se na verdade seria aquela mulher de 30 anos que me faz sorrir a cada olhar, sem ter trocado ao menos uma frase comigo além do ‘Bom dia, senhor. Pão com manteiga e café com leite como sempre?” complementando com um “imagina” toda vez que eu agradecia a felicidade do seu atendimento.
O que eu posso saber é tudo aquilo que já foi. De resto, me resta imaginar. E se hoje me perguntassem “Você acredita que isso pode durar pra sempre?” eu responderia pra sim. Desde que ‘sempre’ fosse todo momento de felicidade que ela me proporcionará até tudo acabar e virar uma história contada ao estilo Big Fish.
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