Vou ser sincero: escrevo para me esconder. Cada frase que exponho contém uma parte de mim – algo que fiz ou gostaria de ter feito, ou que não fiz e imagino as consequências se o fizesse. Em tudo que se escreve há um pouco de si, seja do suor das linhas frustradas, seja das mentiras deslavadas para tentar recriar o futuro.
Escrever é um pouco de suicídio. De se matar naquelas linhas para que alguém te veja. De se jogar no meio da rua em busca de um breve comentário ou um sorriso que indique o gosto ou o desgosto por essa jogatina. Escrever, as vezes, é matar e morrer.
Ou não.
Deixe um comentário