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Bye bye tristeza (17/01/06)
Fala que ama, fala. Engana bastante. Fala que sabe viver sem ele. Jura amor eterno, planeja o nome dos filhos. Escolhe logo a cor dos azulejos da cozinha. As cortinas da sala. Os móveis, os estilos de cadeira. Até mesmo o local onde colocaria o sofá para leitura, com apoiador de pé. Faz cotação de…
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Necessidade Especial*(19/01/2006)
Hoje ela resolveu que iria me declamar poesias. Dessas que se recebe por e-mail – onde jura-se que o autor é algum jornalista renomado, ou uma pessoa que usualmente é vista nas folhas da “Caras”. Ela, com um maroto sorriso, afirma o nome de um autor que eu não sei quem foi. Mas encanto-me com…
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Demagogia Afonal (23/01/06)
– Oi!– Opa!– E ae?– Susse!– Ok… (Olhos nos olhos. Sorrisos trocados… e 15 segundos se passam) – Posso?– O que?– Isso! (Lábios e línguas se entrelaçam. Ataque ardil) – hum…– hum… hum…– hum! hum! huuuuummmmm!– psiu…. – umrum.– vamos?– vamos. – smack! (zip) hummm.– ahhhh ahhhhh ahhhhhh– hum…. hum…. hum….– ai… hum…. óóóó!!!!– vai……
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Chega de Saudades¹ (28/01/06)
A noite acaba de cair. Luzes acesas em algumas casas, televisões ligadas em outras. Passava correndo olho da sacada do apartamento. Gostava de deixar tudo desligado, sentar na sacada e observar os transeuntes. Abrir uma garrafa de vinhos tinto – sempre apreciando os sul-americanos: chilenos e argentinos… até os gaúchos por algumas vezes. Taça numa…
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She (07/02/06)
Cruzei a rua querendo fugir daquele ser. Mesquinho, baixo. Adorava usar a sua meiguice para implodir as pessoas. Fujo dela como gato de água. Também fujo de água, é verdade. Fujo de várias coisas atualmente. Corri pro lado oposto, e ainda havia uma quadra entre eu e ela. Mesmo assim ela veio me seguindo com…
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You Really Got Me* (04/03/06)
Fala aqui no meu ouvido. Era apenas isso que meu olhar queria te dizer. No meio daquele carnaval sonoro, das misturas de fantasias de épocas idas e vindas, era apenas um “oi” próximo ao ouvido que eu queria ouvir. Ao final podia até soltar um suspiro, com aquele gostinho de arrepio, de medo e de…
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(10/02/2006)
tum. tum. tum. tum. shhhhhiiiiiiiiiii……….tum. tum. tum. tum. shhhhhiiiiiiiiiii……….tum. tum. tum. tum. shhhhhiiiiiiiiiii……….tum. tum. tum. tum. shhhhhiiiiiiiiiii………. assim está a cadência do meu coração,batidas e silencios intercalados.só não sei qual deles ainda está no compasso certo.
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Solar dos Alvoredos (14/03/2006)
Por que eu te chamo a essa hora da noite, sabendo que não vem me pegar? Malditos sejam os sonhos e suas aparições tridimensionais. Ali você me aparece finamente, friamente; parece com tudo que ainda vou viver, mesmo que ainda não saiba. “Déjà Vu” me diriam em Lion, se a visitasse esta madrugada – ou…
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Above me and you (19/03/2006)
Tudo pode acontecer daqui por diante. O dia vai querer parar pro sol sorrir. E depois correrá junto conosco para fugir do seu chuvoso choro. As cinzentas nuvens que estão entre nossas cabeças vão se chocar, haverão relâmpagos e trovões ao nosso redor. E água escorrendo, lavando o que nos une. Se quer mesmo saber,…
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ode à ficção relativisada (25/03/2006)
Deixa de brigar por poucas coisas. Risadas, sorrisos e olhares não passam de inveja. Eles vão ficar seguindo, procurando erros e defeitos onde não conseguem ver. Isso os motiva a te sugar com os olhos. E mesmo assim pouco conseguem. És mais forte que isso. Segue lento, lento. Devagar e sem pressa. Afinal, pra que…